Olá amigos....já faz muito tempo que eu não faço uma postagem....na verdade... acho que o próprio conceito de tempo não existia na época em que fiz o post "quem somos nós?". Entretanto, agora trago um post que venho adiando faz tempo. Em parte por que ainda não tinha lido o livro, em parte por preguiça e pela incerteza(e vocês achando que eram só com coisas pequenas né?!). Bom, de qualquer forma agora falarei sobre esta belíssima série que faz parte do novos sistema storytelling e do cenário "mundo das trevas".
Um jogo de vidas proibidas
Prometheanos são criaturas diferentes de tudo aquilo que já foi visto no mundo das trevas. Diferente de vampiros, magos, lobisomens, fadas, e fantasmas. Todas estas criaturas passaram pelo menos parte de sua vida como humanos, vindo a nascer do ventre de suas progenitoras. Entretanto, os promethianos não são fruto do coito de seus parentes e sim pedaços retalhados de pessoas mortas que foram ligados pelas artes obscuras da alquimia. Eles não são, nunca foram e talve nunca serão humanos (apesar de este ser o seu maior sonhos da maioria deles)
Terror, perseguição e aniquilação
Por não serem pessoas de verdade e terem sido feitos de pedaços de cadáveres, eles causam uma certa sensação de repulsa nas pessoas. Esta repulsa se chama "disquiet". Um prometheano que acabou de "nascer" apenas receberá alguns olhares tortos, mas um prometheano que já vaga pela terra a algum tempo pode muito bem ser perseguido por uma multidão com tochas!!!
Em busca de uma alma
Os prometheanos não foram criados pela mãe natureza, ou pelo toque de Deus. Eles são fruto de magias ocultas do Egito, da Sibéria, dos povos semitas, dos escutores gregos e de cientistas insanos. Assim como prometheus, que roubou a fogo dos deuses, os criadores dos primeiros promethianos tentaram roubar o direito divino de criar a vida... e falharam. Em vez de uma alma, eles possuem uma forma muito "primitiva" do que acabar se transformando em uma. Essa energia se chama Azoth.
O Azoth é o responsável pelo disquiet. Quanto mais Azoth, maior repulsa as pessoas sentiram deste promethiano. Entretanto, em um nível máximo o azoth se torna uma alma, neste ponto acaba o disquiet e o promethiano se torna um ser humano por completo (infelizmente isso é muito difícil).
Monster making monster
Cada linhagem de promethiano tem um progenitor humano. O humano criou o primeiro promethiano desta linhagem. A partir deste momento o primeiro prometianos deve criar outros deles. Os humanos só podem criar o primeiro de uma linguagem, se criarem outro promethiano, será outra linhagem. O exemplo é o Doutor Victor Frankstein, criar da linhagem que leva seu sobrenome.
Caso os promethianos errem enquanto criam outros dos seus, ele darão origem aos pandorianos.
Abrindo a caixa de pandora...e soltando os demônios
Pandorianos são frutos de erros. Ao invés de serem seres incompletos que buscam uma vida, eles são seres irracionais que roubam a energia de outros promethianos. Os pandorianos ficam em um estado parecidos com a hibernação até um promethiano se aproximar. O azoth é o alimentos dos pandorianos, a energia que ele emana do corpo dos promethianos não só causa o disquiet, mas também acorda estes monstros que podem ser qualquer coisa, desde vermes até enormes seres reptilianos semelhantes a crocodilos.
Magnum Opus
Depois de trilhar seu caminho pelo mundo, chega a hora de se tornar humano. Esta jornada pode durar mais de 100 anos, mas no final (se ele sobreviver) será recompensado com sua prometida alma. Entretanto este feito é muito difícil de ser alcançado devido ao próprio disquiet. Mesmo assim muitos promethianos sonham com isso e faram de tudo para atinguir este momento.
Opinião:
Promethean: the created é um jogo de interpretação de papéis (RPG). Seu cenário mostra a melancolia e o sofrimento de seres que querem se tornar um de nós. O jogo exige maturidade e capacidade de "entrar no personagem", pois apela para um lado muito mais psicológico. O horror do jogo não está a espreita, e sim na sua própria condição. Eu, pessoalmente, adorei o cenário, pois nos leva a uma reflexão interna: "o que nos faz humanos?" ou " o que é a minha alma?". Para que gosta de horror pessoal, o jogo é um prato cheio. Entretanto repito quando digo "este jogo exige maturidade", o foco do jogo é a busca por uma alma e o sofrimento da exclusão, a interpretação é muito mais importante que os poderes ou os combates neste caso.
Frederico Kremer