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Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Funny Games U.S


Madrugada de quarta para quinta, eu deveria estar 07:40 da manhã em frente ao nono batalhão de infantaria motorizada para tentar, sem sucesso, fugir de minhas “obrigações democráticas”. Mas minha paixão pelo cinema era mais forte, e estava para começar um tal de violência gratuita, um filme cujo a sinopse do guia de programação me agradou muito. Às 7:40 da manhã, lá estava eu e mas 121 colegas recrutas em forma em frente ao quartel, eu estava morrendo de sono e me sentindo um idiota, pois havia perdido tempo assistindo uma bela de uma porcaria, tempo esse que seria muito melhor aproveitado se eu dormisse.

Cheguei em casa e resolvi procurar críticas sobre o tal filme na internet, esperando ler um verdadeiro bombardeio ao dito filme, para minha surpresa, 95% dos “especialistas” em cinema consideram o filme genial, uma verdadeira obra prima, e só faltam ceder o anus para o tal diretor e roteirista Michael Haneke, tamanha a quantidade de elogios tecidos ao dito cujo. Acompanhem comigo a história vejam se ela merece o titulo de grande “obra prima” cedido pelos críticos.

George Farber(O muito mal aproveitado Tim Roth), Ann farber(Naomi Watts), George Farber again(Devon Gearhart) e um cachorro, estão indo tirar férias em uma bela casa longe da civilização. Chegando la, são recepcionados por alguns vizinhos aleatórios e um jovem chamado Paul(Michael Pitt), que os ajuda com o barco no píer, pouco tempo depois, depois de gigantescas cenas onde não acontece nada, o jovem Peter(Brady Corbet) se apresenta como amigo dos visinhos e pede 4 ovos a Ann, ela lhe empresta os ovos mas Peter deixa todos caírem, Ann lhe da mais quatro e Peter vai embora,não sem antes derrubar o celular de Ann na pia cheia de água. Após alguns latidos, Paul e Peter entram na casa, como se estivessem fugindo do cachorro, em dado momento Paul pega um dos tacos de George e sai por alguns instantes para testá-lo, após alguns latidos vimos que o cachorro é silenciado (numa cena off-scream como todas as outras “violentas” do filme) Ann que já está irritada com a inconveniência dos rapazes manda eles irem embora, mas Peter quer mais quatro ovos pois segundo ele os outros quatro quebraram quando o cachorro pulou nele(xD), Papai Farber entra em casa e acalma os ânimos da esposa, que sobe irritada, é a vez de George provar das provocações da dupla de almofadinhas, em dado momento, depois de ser provocado George da um tapa na cara de Paul, que quebra seu joelho com o taco de golfe(esse Paul é um golfista e tanto, além de matar um cachorro grande com um só golpe, ainda quebrou o joelho de George também com um golpe só), agora a família Farber estão a mercê dos jogos sádicos da dupla de psicopatas mauricinhos.

E passaram-se meia hora de filme, depois de cenas arrastadíssimas, finalmente parece que o filme vai valer a pena, mas não vai, o filme se desenvolve num ritmo lentíssimo. O diretor mal movimenta a câmera, varias vezes me contorci inconscientemente na poltrona tentando enxergar os atores que haviam fugido da câmera, por exemplo, a cena em que Ann tenta se levantar estando amarrada, deve durar uns cinco minutos, ou a sequencia do celular, em dado momento George vira pra Ann e fala, vamos desistir estamos perdendo tempo, bota perder tempo nisso, uns dez minutos de uma cena completamente inútil. Existem também inúmeros takes onde a câmera fixa em algum objeto ou paisagem e não acontece nada por longos minutos.

O diretor também teve a idéia de jerico de que seria muito legal se os antagonistas interagirem com o espectador, em vários momentos, do nada Paul virá para a câmera e fala conosco, momentos como esse quebram a tensão e nos lembra de que estamos assistindo um filme. Os vilões também herdaram os típicos poderes dos assassinos destes tipos de filmes, sempre estão um passo a frente do mocinho, e quando não estão sempre há um controle remoto próximo...

E agora dedico esse parágrafo para falar especialmente da famosa cena do controle remoto, lá na frente do filme, quando George(filho), já está morto, e George(pai) já está quase morto, Ann consegue pegar um rifle e matar Peter, Paul imobiliza a moça, pega o controle remoto da televisão e volta a cena(!!!) e impede Ann de fazer o que fez(WTF???), do nada, sem avisos, sem mais nem menos. Pior que li inúmeros elogios a esta cena ridícula aff...

A direção é um lixo, o trabalho de câmera idem, o roteiro não presta, não sobra muita culpa para o elenco, Naomi fez sua parte, tentou conduzir suas cenas com uma boa dose de drama. Tim Roth não tem muito a fazer. O moleque eu achei fraco, não me transmitiu muita emoção. A dupla de vilões Michael Pitt e Brady Corbet parecem ter assistido laranja mecânica algumas vezes antes de fazerem o filme, mas não ficam aos pés de Alex(xD),estão mais para dois emos revoltados, eu não teria medo deles, mesmo, são fracos e bonitinhos demais, as vezes até é legal fugir um pouco do estereótipo do vilão de Hollywood, mas eles são franzinos demais, se eu estivesse lá, correria eles no tapa.

Então é basicamente isso, se você finge entender de cinema só para parecer Cult provavelmente vai adorar esse “Violência Gratuita”, se você é do tipo que ficou chocado com o caso Nardoni, Violência Gratuita vai parecer um filme brutal. Mas se você é um verdadeiro fã de cinema, e já viu filmes como Cannibal Holocaust, Salô, ou até mesmo o próprio Laranja Mecânica, não perca seu tempo com esse Funny Games U.S, são duas horas jogadas fora.


Luiz Gustavo Kiesow

Comentários
7 Comentários

7 comentários:

-Andrigo- disse...

Cenas violentas on-screen poderiam chocar em tempos passados, como fez "Cannibal Holocaust", que choca até hoje, mas esse não é o objetivo de "Funny Games".
O filme explora muito mais o terror psicológico, e a capacidade de usar metalinguagem para chocar o público.
E o diretor conseguiu fazer o que queria, quebrando clichês de filmes que usam a violência como uma forma de entretenimento, sendo somente gráfica, diferente deste, que é apenas sugestiva.
As mortes, o fato da família não conseguir aproveitar nenhuma chance contra a dupla vilã e a cena do controle remoto foram todas feitas com o intuito de mostrar algo que não queriamos que acontecesse, uma forma de "brincar" com quem assiste.

Gabriel Duro disse...

bah Luiz Gustavo, tais fazendo umas críticas não muito boas.
Eu não acredito que tu, que se diz bom em cinema, não sabe dessa estratégia da câmera parada focando o nada, ou focando a mesma coisa por tempos. Isso é um modo de te mostrar que muito tempo se passou naquilo, sem ter de estragar o filme com aquelas horríveis frases de "Cinco minutos depois". Além disso, aumenta a tensão, pois te faz pensar que a qualquer momento algo vai acontecer, e eu gosto desta estratégia de alguns diretores.

Além disso, também achei vários erros de incoerência no texto, mas não posso arrumar pois estou saindo de casa. Vê se arruma também.

kiesow disse...

Andrigo: respeito sua opinião, conheço muita gente q entende muito de cinema e amou o filme, não me senti desconfortavel em nenhum momento, e cenas como a do controle ou que o antagonista fala conosco quebram o clima tenso do fiilme, mas obrigado pelo seu comentário são sempre bem vindos.

Gabriel: Assista o filme antes de falar, as cenas nesses momentos ocorrem em tempo real, nada se desenrrola na trama enquanto isso, o diretor apenas filmou algo inutil por um tempo para ser cult, eu conheço o tal recurso q você citou, n conhece-lo seria ter uma visão pré histórica de cinema, nesse recurso a camera fixa algoum instante, quando eu disse longos minutos no texto, eu n stava exagerando. assista o filme que você entenderá... Se minhas criticas não estão muito boas me desculpe,i eu fasso o que eu posso, não sou profissional.

Obrigado a todos.

Bruno Dias disse...

Mais uma critica cinematográfica do Luis(putz, como eu tava com saudade delas xD).
Bom...eu tava ansioso pra ver esse filme porque eu li em algum lugar que ele fazia o tipo "Ultra-violence", bem ao estilo do Laranja Mecânica, mas, sinceramente, depois dessa tua resenha eu vou começar a ignorar a existência desse filme.
Muito obrigado pelo tempo poupado o/

-Andrigo- disse...

kiesow: Talvez tu tenhas ido assistir o filme com a espectativa errada, por que foi justamente o que fiz.
Espera ver um filme repleto de cenas violentas, e nem imaginava o uso de metalinguagem.
Mas concordo que algumas cenas são extremamente arrastadas, e o filme poderia ter uma duração bem menor...
Enfim, acho que sou suspeito pra falar desse filme, e até sei que ele é bem "ame ou odeie".

kiesow disse...

Bruno: valeu cara, mas sei la olha o filme quando ver tu até gosta...e meu nome é com Z porra!!! xD

Andrigo: Sim sim, talvez, mas gosto muito de filmes que dão enfase ao terror psicológico, quer mais tensão e cenas em off scream do que as utilizadas por Jonh Carpenter? Mas ainda sim, sou fã de carteirinha do mesmo... O meu problema foi com esse filme mesmo, talvez se ele tivesseuma hora e 15 e não DUAS HORAS e sefossem cortadas as cenas inuteis, eu até pegasse menos pesado com ele xD...

ϟ Felipe Pυciиelli disse...

Confesso que mesmo sem ver o filme, minha primeira opinião foi positiva, prefiro não fazer mais comentários sobre o filme antes de assisti-lo, e como todos sabem o conceito de "bom" é relativo pra cada um. Apesar de ter algums que tem uns gostos que eu vo te contar ein... UAEHUHEUHEUHE Brinquei.
Muito bom :D

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